CIÊNCIA CENTRAL

QUÍMICA DAS COISAS

Confira! A QUÍMICA está em realmente tudo! Conheça sobre os compostos químicos presentes nos alimentos, que podem ou não nos ajudar.

OS ELEMENTOS

Conheça mais sobre cada Elemento Químico, assim como suas propriedas físicas e químicas, suas utilizações e também curiosidades.

A MAIS BELA REAÇÃO DE PRECIPITADO

Com certeza, este será o precipitado mais bonito que se poderá ter nesses tipos de experimentos.

OPÇÕES DE CARREIRA

Confira as oportunidades que você terá quando formado na área de Química ou afins!

17 de ago. de 2014

Documentário - Em busca dos Elementos



De onde vem os blocos de construção da natureza, chamados elementos? Eles são os ingredientes ocultos de tudo em nosso mundo: do carbono em nossos corpos aos metais em nossos smartphones. Para desvendar seus segredos, David Pogue, o apresentador da popular série "Making Stuff", de NOVA, e correspondente em tecnologia do The New York Times, leva os espectadores através da química estranha e extrema: os ácidos mais fortes, os venenos mais letais, os elementos mais abundantes do universo, e aqueles mais raros — substâncias geradas por esmagadores de átomos que duram apenas frações de segundos.

15 de ago. de 2014

Atkins e Jones - Princípios de Química



Sinopse: "Princípios de Química, 5ª edição", mostra a Química como algo dinâmico e atual. Além de enfatizar as técnicas e aplicações modernas, e a resolução de problemas, leva os estudantes a um nível mais alto de compreensão e entendimento da matéria.

Escrito para disciplinas de química geral que incluam cálculos matemáticos, "Princípios de Química" ajuda os estudantes e a desenvolver sua compreensão da química ao mostrar a relação entre as ideias químicas fundamentais e suas aplicações. Diferentemente de outros textos, o livro começa por um retrato detalhado de átomo e, a partir daí, progride até a fronteira da química, mostrando sempre como resolver problemas, pensar sobre a natureza e a matéria e a visualizar conceitos químicos, da mesma forma que o fazem os químicos profissionais.

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Os Elementos - Hidrogênio (H)

"Além de estar presente em 90% do Universo, o Hidrogênio é considerado
por muitos o combustível do futuro."

História


 O primeiro caso registrado de hidrogênio feito pela ação humana aconteceu no primeiro semestre do ano de 1500. Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (ou somente, Paracelso), um médico, alquimista, físico e astrólogo, dissolveu ferro em ácido sulfúrico e observou a liberação de um gás. "O ar surge e rompe como um vento", relatou ele ao fazer o experimento.  No entanto, Parecelso não descobriu qualquer propriedade do hidrogênio.

Mais tarde, em 1650, Turquet De Mayerne repetiu o experimento de Paracelso e descobriu que o gás era inflamável. Nem Paracelso nem De Mayerne pensaram que o hidrogênio poderia ser um novo elemento. Na verdade, Paracelso acreditava que somente havia três elementos - o sal, o mercúrio e o enxofre - e que todas as outras substâncias eram feitas de diferentes combinações destes três.

Em 1670, o cientista inglês Robert Boyle adicionou ferro ao ácido sulfúrico. Ele mostrou que o gás resultante (hidrogênio) somente queimava se o ar estivesse presente e que a fração de ar (oxigênio) era consumida pela queima.

O hidrogênio foi reconhecido pela primeira vez como um elemento distinto em 1766, pelo cientista inglês Henry Cavendish, que preparou a reação de ácido clorídrico com zinco. Ele descreveu o hidrogênio como "Ar inflamável dos metais" e estabeleceu que era o mesmo material, independentemente de qual metal e qual ácido seria usado para produzi-lo.

Em 1783, veio o cientista francês Antoine Lavoisier e nomeou o elemento hidrogênio. O nome veio do grego "hydro" que significa água e "genes" que significa formação  - o hidrogênio é um dos dois elementos que formam a água.

Em 1806, com o hidrogênio já estabelecido como elemento, o químico inglês Humphry Davy aplicou uma forte corrente elétrica através da água purificada. Ele encontrou a formação de hidrogênio e oxigênio. O experimento demonstrou que a eletricidade poderia retirar substâncias independentemente de seus elementos constituintes. Davy percebeu que substâncias estavam ligadas pelo fenômeno elétrico; ele havia descoberto a verdadeira natureza da ligação química.

Aparência e Características

O hidrogênio é altamente inflamável e tem uma chama quase invisível, que pode causar queimaduras acidentais.

O hidrogênio é um elemento mais simples de todos, e o mais leve. Também é o elemento mais comum de todo o Universo, cerca de 90% de todos os átomos do universo são hidrogênio. Na sua forma mais comum, o átomo de hidrogênio é feito de um próton, um elétron e sem neutrons. O hidrogênio é o único elemento que pode existir sem nêutrons.

O hidrogênio é um gás incolor e inodoro que existe à temperatura e pressão normal, que é o caso das moléculas diatômica, H2.

Ele queima e forma misturas explosivas no ar e reage violentamente com oxidantes.

Embora esteja presente em aproximadamente 90% do Universo, há pouco hidrogênio livre na Terra. Isso acontece porque os átomos de hidrogênio são muito leves e possuem uma velocidade média muita alta, fazendo-os escapar da gravidade terrestre facilmente. Para permanecer na Terra, o hidrogênio tem de estar ligado com outros elementos, formando substâncias mais pesadas.

Na Terra, o maior local de hidrogênio está na forma de água, H2O, nos oceanos. Ele é encontrado também em hidrocarbonetos que formam os combustíveis fósseis e também no interior de minerais e argilas.

O gás hidrogênio é formado por moléculas pequenas e não polares, interagindo apenas com forças intermoleculares fracas. Em consequência, se condensa apenas com temperaturas muito baixas ou quando enormes pressões são aplicadas a ele.

Usos 

A cada ano, grande quantidade de hidrogênio é utilizada para a síntese de amônia pelo processo de Haber. É utilizado também na hidrogenação de gorduras e óleos e na produção de metanol.

O hidrogênio em sua forma líquido é utilizado como combustível para ônibus espaciais e foguetes, isso devido a uma propriedade bem interessante, a densidade que é muito baixa, menos de um décimo da densidade da água. Isso torna o hidrogênio um combustível leve. Além do mais, o gás hidrogênio tem uma entalpia específica mais alta de todos os outros combustíveis conhecidos e por isso o hidrogênio é usado juntamente com o oxigênio líquido como combustível.

O hidrogênio possuiu dois isótopos, mais pesados, o Deutério e o Trítio, que são utilizados na fusão nuclear. 

Provavelmente a ideia mais promissora para o uso do hidrogênio será sua utilização como combustível do futuro, como substituto para os nossos hidrocarbonetos (petróleo, gás e carvão), isso devido as suas propriedades. Sabe-se que para liberar o hidrogênio de compostos é necessário aplicar energia e isso é um desafios para torná-lo combustível. Usar menos menos energia na produção do hidrogênio do que o que pode ser obtida por sua queima, é o objetivo.


Atualmente há alguns modos de se obter o hidrogênio. O primeiro é pelo processo de eletrólise da água, entretanto para ser gerada é necessário eletricidade, o que não compensa. Químicos estão tentando encontrar meios de usar a energia solar para obter a reação de decomposição da água:

2H2O -----luz---->   2H2 + O2

 O outro modo de se obter o hidrogênio é a partir do subproduto do refino do petróleo, com  duas etapas  de reações catalisadas:

(1) CH4(g) + H20(g) ----Ni----> CO(g) +  3H2(g)
(2) CO(g) + H2O(g) ----Fe/Cu----> CO2(g) + H2(g)

Já nos laboratórios, é preparado em pequenas quantidades pela redução dos íons hidrogênio de um ácido forte por metais com potencial padrão negativo, como o zinco:

 



 Zn(s) + 2 H+ (aq) --------> Zn ²+ (aq) + H2(g)






Fontes:

"Hydrogen." Chemicool Periodic Table. Chemicool.com. 17 Oct. 2012. Web. 8/15/2014 
<http://www.chemicool.com/elements/hydrogen.html>.
 
Atkins P., Jones L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio
ambiente; tradução técnica: Alencastro, R.B - 5.ed. - Porto Alegre. 2002.

Possível Sinal da Matéria Escura?

Uma imagem de raios-X do gás quente na região central do aglomerado de galáxias Perseus, feita pelo Observatório de raios-X Chandra (Nave espacial). O Aglomerado de Perseus é um dos objetos de maior massa no universo com milhares de galáxias imersos em uma enorme nuvem de gás superaquecido. A imagem mostra enormes "anéis brilhantes" e ondulações  em todo o aglomerado. Astrônomos podem ter detectado uma linha de emissão a partir de uma forma de matéria escura, o neutrino estéril, no espectro de aglomerados de galáxias como Perseus.


As Galáxias frequentemente são encontradas em grupos ou aglomerados, as maiores agregações conhecidas da matéria e da matéria escura. A Via Láctea, por exemplo, é um membro do chamado "Grupo Local" que contém em média três dezenas de galáxias, incluindo a Galáxia de Andrômeda, localizada a cerca de 2,54 milhões de anos-luz de distância da Terra. Muito grandes aglomerados podem conter milhares de galáxias, todos unidos pela gravidade. O grande aglomerado de galáxias mais próximo a nós, o aglomerado de Virgem, contém cerca de 2000 membros, e está a aproximadamente 50 milhões de anos-luz de distância.

O espaço entre as galáxias não está vazio. Está cheia de gás intergalático quente, cuja temperatura é da ordem de dez milhões de Kelvin, ou até mesmo superior. O gás é enriquecido com elementos pesados ​​que escapam das galáxias e que se acumulam no meio dos intra-glomerados ao longo de bilhões de anos de evolução galáctica e estelar. Estes elementos de gás do aglomerado podem ser detectados a partir de suas linhas de emissão de raio-X, e incluem oxigênio, neônio, magnésio, silício, enxofre, argônio, cálcio, ferro, níquel, cromo e até e manganês. 

As abundâncias relativas destes elementos contêm informações valiosas sobre a taxa de supernovas nos diferentes tipos de galáxias em aglomerados, desde que as supernovas criam/ ou espalham o gás. Por isso, veio como uma surpresa quando os astrônomos da CFA (
Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics) e seus colegas descobriram uma linha tênue que corresponde a nenhum elemento conhecido. Esra Bulbul, Adam Foster, Randall Smith, Scott Randall e sua equipe estavam estudando o espectro médio de raios-X de um conjunto de setenta e três grupos (incluindo Virgem) à procura de linhas de emissão muito fracas para ser visto em uma única, quando descobriram uma linha com nenhuma correspondência no intervalo espectral em particular (e claro, sem expectativas de que conseguissem algo por não ter quaisquer recursos).  

Os cientistas propuseram uma sugestão tentadora: a linha é o resultado da decadência de um putativo (Parece que é, mas não é), a longo procurados por partícula de matéria escura, a chamada neutrino estéril. Sugeriu-se que os raios-X do gás quente que emitem em um aglomerado de galáxias pode ser um bom lugar para procurar assinaturas de matéria escura, e se o resultado confirmasse a neutrino estéril seria um avanço na pesquisa da matéria escura (deixando claro que pode ser um possível erro estatístico ou outro). Resultados inéditos recentes de outro grupo tendem a apoiar a detecção desse recurso; A equipe sugere que as observações da planejada missão de raios-X ASTRO-H japonesa em 2015 será fundamental para confirmar e resolver a natureza dessa linha espectral.

Fonte:

"Detection of an Unidentified Emission Line in the Stacked X-Ray Spectrum of Galaxy Clusters,” Esra Bulbul, Maxim Markevitch, Adam Foster, Randall K. Smith, Michael Loewenstein, and Scott W. Randall, ApJ 789, 13, 2014.

7 de ago. de 2014

Documentário - O Alquimista Moderno

  

Os alquimistas medievais fizeram os elementos reagirem, de modo a criar shows magníficos, deslumbrando tanto reis quanto plebeus, mas seus segredos jamais foram revelados até agora. No primeiro programa deste ano do Christmas Lectures, o Dr. Peter Wothers explora o que os alquimistas sabiam sobre o ar que respiramos, e revela como o nosso conhecimento moderno desses elementos pode ser usado para controlar o fogo, desafiar a gravidade e aproveitar o poder de uma tempestade de raios. A Peter junta-se o elenco do musical Loserville e ele é ajudado, durante sua exploração dos 118 elementos da atualidade, por uma tabela periódica composta por membros da plateia no Royal Institution.

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