CIÊNCIA CENTRAL

QUÍMICA DAS COISAS

Confira! A QUÍMICA está em realmente tudo! Conheça sobre os compostos químicos presentes nos alimentos, que podem ou não nos ajudar.

OS ELEMENTOS

Conheça mais sobre cada Elemento Químico, assim como suas propriedas físicas e químicas, suas utilizações e também curiosidades.

A MAIS BELA REAÇÃO DE PRECIPITADO

Com certeza, este será o precipitado mais bonito que se poderá ter nesses tipos de experimentos.

OPÇÕES DE CARREIRA

Confira as oportunidades que você terá quando formado na área de Química ou afins!

6 de ago. de 2014

Anfetaminas

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Conhecida pelo nome de benzidrina, a anfetamina foi largamente utilizada na Segunda Guerra Mundial pelos soldados que queriam evitar a fadiga, aumentar a coragem e diminuir a consciência do perigo. O uso indiscriminado dessa substância acarretou sérias consequências, como erros fatais nas aterrissagens por parte dos pilotos, o que levou à sua proibição.
    Essa substância causa dependência e altera o comportamento do indivíduo, provocando diminuição ou perda do apetite, insônia, falta de afetividade, agressividade, taquicardia, sudorese, etc. Estudos mostraram que alunos, ao utilizar anfetaminas, alteravam o seu comportamento, tornando-se  desrespeitosos, descuidados e desinteressados. Na realização de provas, ficavam inseguros, dando respostas disparatadas às questões.                      
    Hoje a sua comercialização é controlada; pode ser comprada apenas mediante receita médica apropriada, que fica retida na farmácia.

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Definição
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas” com “menos sono”, “elétricas”, etc. É chamada de rebite principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos pré-determinados. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem o acompanhamento médico.
Nos USA, a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” C gelo).
Outra anfetamina, metilenodióximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome de “Êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, com um consumo crescente nos USA.
As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio, por vários laboratórios e com diferentes nomes de fantasia,

Efeitos no cérebro
 
As anfetaminas agem de uma maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia (isto é, fica com menos sono) inapetência (ou seja, perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido ficando “ligada”. Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bolinha” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou ainda uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.
A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde quando a droga já se foi do organismo; se nova dose é tomada as energias voltam embora com menos intensidade. De qualquer maneira as anfetaminas fazem com que um organismo reaja acima de suas capacidades exercendo esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia) ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois não consegue nem realizar as tarefas que normalmente fazia antes do uso dessas drogas.

Efeitos no resto do corpo 

As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos nossos olhos produzindo uma dilatação (o que em medicina se chama midríase); este efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam um aumento do número de batimentos do coração (o que se chama taquicardia) e um aumento da pressão sanguínea. Aqui também podem haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem o acompanhamento médico, ou ainda que se utilizarem de doses excessivas


Efeitos tóxicos
 
Se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez) todos os efeitos acima descritos ficam mais acentuados e podem começar a aparecer comportamentos diferentes do normal: ela fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de que outros estão tramando contra ela: é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa pode aparecer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido à contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia.
Essas intoxicações são graves e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes durante a intoxicação a temperatura aumenta muito e isto é bastante perigoso pois pode levar a convulsões.
Finalmente trabalhos recentes em animais de laboratório mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Este achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam destas drogas.
Informações sobre consumo
 
O consumo destas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do 1º e 2º graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso frequente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas.
Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

5 de ago. de 2014

Evaporação e Ebulição - Gás e Vapor (Diferenças)

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Evaporação e ebulição são conceitos parecidos. Ambos referem-se à passagem do estado líquido para o gasoso, mas existe uma diferença fundamental. A ebulição ocorre quando a substância atinge sua temperatura de mudança de estado. (Água, aos 100°C) Já a evaporação ocorrem em temperaturas inferiores. (Água de um lado, mesmo a 30°C está em constante processo de evaporação). Existe também uma diferença entre vapor e gás, embora os dois estejam no estado gasoso. O estado gasoso é um estado de agregação da matéria em que aos seus constituintes estão muito afastados, com baixa interação entre si. Uma substância no estado gasoso pode passar para o estado líquido pelo abaixamento de temperatura ou pelo aumento da pressão, como ocorre com o gás liquefeito de petróleo, GLP, que se encontra a uma alta pressão. Dados experimentais demonstram que para cada substância existe uma temperatura crítica acima da qual ela só pode retornar ao estado líquido com um abaixamento de temperatura, ou seja, somente variações na pressão não provocam a mudança para o estado líquido. Nesse caso temos um gás. Abaixo da temperatura crítica, a substância pode facilmente mudar para o estado líquido, pelo resfriamento ou por simples compressão; temos então um vapor. No caso do vapor, a mudança do estado gasoso para o líquido se dá facilmente; já a mudança de estado de um gás vai exigir uma temperatura muito baixa. Assim, em temperatura ambiente, temos gás oxigênio e vapor de água. Ambos estão no estado gasoso. Só que o oxigênio que você respira não deixará de ser gás no ambiente, pois isso só ocorrerá a uma temperatura de -218°C, enquanto o vapor de água pode se condensar se encontrar uma parede fria em seu caminho.

2 de ago. de 2014

Química das Coisas - Limão

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Componentes ácidos do Limão

Ácido cítrico

O ácido cítrico é um ácido orgânico tricarboxílico presente na maioria das frutas, sobretudo nas cítricas como o limão e a laranja. A sua fórmula química é C6H8O7.
Sua cadeia curta, comprimida por 3 volumosos grupos carboxila, lhe confere poder complexante (fixa cátions como cálcio, ferro, potássio e magnésio) e tamponante (estabiliza o pH de soluções aquosas), sendo ele o principal agente de alcalinização do metabolismo orgânico de homens e animais.
Desta forma, cumpre papel importante na estabilização do pH dos líquidos corporais e no sistema de formação e manutenção óssea.

No suco do limão ele está presente numa concentração que varia de 5 a 7% dependendo da variedade, condições de cultivo e maturidade do fruto. Além disso, o suco costuma conter cerca de 1 % na forma do seu sal, o citrato de potássio.
É o ácido cítrico, nesta elevada concentração, o principal responsável pelo sabor ácido do suco do limão. Mas isso não significa de forma alguma que ele seja um acidificante para o organismo humano. O fato é que ele não permanece nesta forma ácida após sua ingestão, mas transforma-se em sais alcalinos. A prova deste fenômeno está no acompanhamento analítico da urina humana após a ingestão de elevadas doses de suco de limão, resultando, contrariamente ao inicialmente previsto, em forte alcalinidade. Seu poder é tão alcalinizante que pode até neutralizar a acidez do estômago e outros problemas digestivos ingerindo suco de limão com água. Os sais restantes passam para o sangue, neutralizando-o e mantendo sua leve alcalinidade.
Assim, o suco do limão, apesar de gerar exteriormente uma reação ácida, interiormente é um gerador de bases, portanto um alcalinizante.
Além disso, trata-se de um conservante natural que, junto com o ácido ascórbico (vitamina C) e os óleos essenciais da casca, cumpre a função de um bactericida seguro e natural contra fermentações no estômago e intestinos, além de tratar infecções internas e externas de caráter contagioso. Na verdade sua ação é bacteriológica e bacteriostática quando destrói microorganismos ou os inativa, criando um ambiente inconveniente aos germes.
Como complexante é um antídoto natural nas intoxicações em geral, inclusive nas causadas por ingestão de soda ou potassa cáustica.
Todas as frutas cítricas, como a própria denominação indica, são ricas neste ácido; mas o limão é a única que consegue alcançar níveis de 5 a 7%. Entretanto, as laranjas e tangerinas, apesar de serem também consideradas frutas cítricas, costumam conter menos que 1% deste ácido na composição do seu suco.
Vitamina C – Ácido ascórbico (20-50 mg/100g no suco e 150 mg/100g na casca)
A vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, é do tipo solúvel em água e termo-sensível, motivo pelo qual é destruída quando o alimento que a contém é cozido.
Trata-se de um agente antioxidante poderoso, portanto, um protetor aos danos do envelhecimento e degeneração de todas as células e tecidos, beneficiando o rejuvenescimento, o sistema de defesa do organismo, rege as funções da medula óssea, o metabolismo de formação do sangue e o desempenho das glândulas endócrinas.
O suco fresco do limão não é, das frutas cítricas, o mais rico em vitamina C, mas na sua entrecasca e polpa existe elevado teor desta vitamina. O fato é que a sinergia: ácido cítrico - vitamina C e vitamina P, confere ao limão especial importância no metabolismo dos aminoácidos e aumento da fixação de cálcio e ferro pelos intestinos, em casos normais ou de deficiências. Este é o motivo pelo qual o limão (suco, polpa e casca) é fundamental no tratamento e prevenção de problemas ósseos e de anemia. A vitamina C é necessária na formação dos tecidos fibrosos, dos dentes, dos ossos, das cartilagens, da pele e até dos cabelos.
O corpo humano não sintetiza sua própria vitamina C, sendo fundamental sua ingestão através da alimentação. Adolescentes e adultos precisam consumir um mínimo de 100 mg/dia, gestantes 125 mg/dia, lactantes 150 mg/dia, crianças 75 mg/dia e fumantes e adultos da terceira idade 300 mg/dia.
O consumo diário do limão pelas crianças desde a amamentação até a adolescência, pelas gestantes e pelos adultos da terceira idade é particularmente importante. Em casos de intervenções cirúrgicas e convalescenças, a vitamina C favorece na reconstituição de ossos e cartilagens como também na cicatrização dos cortes e feridas.
Assim, a vitamina C é eficaz no tratamento e prevenção do escorbuto, anemia, reconstituição de tecidos, fortalecimento do sistema imunológico e um grande auxiliar na cura de estomatites, problemas digestivos e circulatórios, dores de cabeça e piorréia.

Texto retirado em: Somos Todos Um (STUM), por Conceição Trucom.

1 de ago. de 2014

CO: Monóxido de Carbono



"Entre vários produtos formados na queima do fumo está o gás CO. Ele não reage com água, ácidos ou bases, pois é um óxido neutro. Apesar disso é capaz de reagir com a hemoglobina que existe em nosso sangue, impedindo0a de transportar oxigênio para as várias partes de nosso organismo. Esse é um dos inúmeros problemas associados ao tabagismo."

Pressurização de Cabine de Avião


Grande parte dos aviões comerciais voa a altitudes entre 7.500 m e 12.000 m. A estas altitudes a pressão atmosférica está abaixo de 0,50 atm, muito menos do que a pressão de 1,0 atm à qual nossos corpos estão acostumados. Se uma pessoa fosse submetida a tal queda de pressão - e à correspondente queda do nível de oxigênio - os efeitos fisiológicos incluiriam vertigem, dor de cabeça, dificuldade de respiração e até mesmo inconsciência. Por essa razão, aviões comerciais pressurizam o ar no interior de suas cabines para manter uma oxigenação adequada. Se, por algum motivo, a cabine do avião se despressurizar, os passageiros são orientados a respirar com o auxílio de máscaras de oxigênio.
A pressurização do ar da cabine é realizada por uma parte do sistema de circulação global do ar. As turbinas agem empurrando o ar para trás e com isso impulsionam o avião para frente. O ar injetado na cabine para pressurizá-la é drenado dos compressores das turbinas para o interior das cabines de comando e de passageiros através das chamadas “válvulas de sangramento”. É um ar quente que deve ser resfriado a uma temperatura em torno de 22 ºC para ser introduzido no interior da cabine.
Quanto mais ar for injetado no interior da cabine, maior será a pressão interna. Para que a pressão do ar no interior da cabine fechada não aumente demais, parte do ar injetado deve ser eliminada, de forma controlada, para que possa ser mantida, no interior da cabine, a pressão desejada. Para isso existem válvulas cuja finalidade é regular o fluxo de saída do ar.
Aeronaves a jato mantêm uma pressurização interna de 0,72 atm, o que equivale à pressão atmosférica de um local com 2.438 m de altitude. Nesse ambiente existem apenas 72% do oxigênio disponível em um local no nível do mar (como a cidade de Recife).
O corpo humano está adaptado para viver sob certas condições de temperatura, pressão e oxigenação. Em se tratando da natureza humana, é sabido que o limite fisiológico para uma pessoa que esteja em boas condições de saúde é a altitude de 3.048 m. De 3.048 m a 3.657 m de altitude, o organismo tem, ainda, certa capacidade de adaptação. Acima dessa faixa, o uso de fonte suplementar de oxigênio é necessário para que mantenham normais as funções fisiológicas.
Fonte: “Química na Abordagem do Cotidiano”, de Francisco Miragaia Peruzzo e Eduardo Leite do Canto, Vol. 1, Editora Moderna, 2010

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